O mercado global de soja em 2026 está se desenhando em meio a uma combinação de produção elevada, estoques robustos e desafios nos preços, refletindo tendências agrícolas e comerciais que impactam produtores, exportadores e a cadeia de alimentos internacional.

Produção e esmagamento recordes no Brasil

O Brasil, maior produtor e exportador mundial de soja, deve manter sua posição de liderança em 2026. Projeções oficiais e do setor privado indicam:

O esmagamento de soja — etapa que transforma a oleaginosa em farelo e óleo — pode alcançar um recorde de 61 milhões de toneladas no Brasil em 2026, impulsionado pela oferta elevada e robusta produção de derivados.

Esses números confirmam que o país não só deve colher uma safra volumosa, mas também ampliar sua atuação na indústria de processamento, agregando valor à cadeia produtiva.

Pressão sobre preços e cenário de oferta

Apesar da produção recorde, os preços da soja enfrentam pressões de baixa em 2026. No início do ano, as cotações internacionais oscilaram negativamente em bolsas como a de Chicago, influenciadas por estoques elevados e oferta abundante na América do Sul.

Esse cenário tem reflexo direto nos mercados domésticos e nas negociações de contratos futuros, elevando a volatilidade e ajustando expectativas de receita para os produtores.

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