Brasília —  Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha” e filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tornou-se alvo de uma ofensiva simultânea de investigação no Congresso, no Supremo Tribunal Federal (STF) e pela Polícia Federal (PF). Nas últimas semanas, movimentos institucionais têm avançado em medidas que ampliam o escrutínio sobre seu nome em meio à apuração de fraudes e irregularidades relacionadas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

CPMI aprova quebra de sigilos

No dia 26 de fevereiro de 2026, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou em votação, e em meio a protestos de parlamentares da base governista, a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Lulinha. A medida foi aprovada em bloco junto com outros 87 requerimentos da pauta.

O pedido para quebras de sigilo inclui a solicitação ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) de relatórios de inteligência financeira que abrangem movimentações de Lulinha no período de 2022 a janeiro de 2026. A iniciativa foi justificada por parlamentares da CPMI como parte das investigações sobre um esquema de descontos indevidos em benefícios previdenciários que teria causado prejuízos a milhões de aposentados e pensionistas.

STF e decisão anterior

Paralelamente, houve decisão no STF relacionada ao nome de Lulinha. O ministro André Mendonça autorizou, em dezembro de 2025, a quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático no âmbito de inquérito sigiloso da Polícia Federal ligado à “Operação Sem Desconto”, que investiga fraudes em descontos associados a benefícios do INSS.

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