Um forte terremoto de magnitude 7,1 atingiu nesta terça-feira (28) a região da ilha de Kyushu, no sudoeste do Japão, levando as autoridades japonesas a emitirem um alerta de tsunami e a mobilizarem equipes de emergência para atender as áreas afetadas.
O epicentro foi registrado próximo à província de Kumamoto, uma região que já sofreu um devastador terremoto em 2016. O tremor foi sentido em diversas cidades do sul do país e provocou interrupções no transporte ferroviário, danos em edifícios, quedas de energia e incêndios isolados.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades japonesas, dezenas de pessoas ficaram feridas e equipes de resgate foram mobilizadas após o desabamento parcial de um centro comercial, onde pessoas ficaram presas sob os escombros. Os trabalhos de busca continuam ao longo do dia.
O alerta de tsunami foi emitido logo após o tremor para áreas costeiras próximas aos mares de Ariake e Yatsushiro. A população foi orientada a deixar imediatamente regiões de risco e permanecer em locais elevados. Horas depois, a Agência Meteorológica do Japão cancelou o alerta após confirmar que não havia risco significativo de grandes ondas.
Apesar da força do terremoto, as autoridades informaram que não foram registradas anormalidades nas usinas nucleares da região. Aeroportos, rodovias e linhas do trem-bala tiveram operações suspensas temporariamente para inspeções de segurança.
O governo japonês também alertou para a possibilidade de novas réplicas nas próximas horas ou dias, recomendando que a população permaneça atenta às orientações da Defesa Civil e da Agência Meteorológica do Japão.
Localizado no chamado Anel de Fogo do Pacífico, o Japão está entre os países mais sujeitos à atividade sísmica no mundo. O arquipélago registra milhares de tremores todos os anos devido ao encontro de diversas placas tectônicas, mantendo um dos sistemas de monitoramento e prevenção de terremotos mais avançados do planeta
Fonte:
AtitudeNew