Sudão (24 de fevereiro de 2026) – Civis continuam a pagar o preço mais alto na prolongada guerra civil sudanesa, com ataques que atingem mercados, abrigos de deslocados e infraestrutura essencial.

Nos últimos dias, a chefe de direitos humanos da ONU alertou que ao menos 57 civis — incluindo 15 crianças — foram mortos em ataques com drones em quatro estados do Sudão, entre eles mercados e abrigos para pessoas deslocadas, em um padrão que evidencia a escalada indiscriminada da violência.

Aeródromos e drones, utilizados tanto pelas Forças Armadas Sudanesas (SAF) quanto pela milícia Forças de Apoio Rápido (RSF), têm atingido áreas civis regularmente, espalhando terror entre moradores e complicando a entrega de ajuda humanitária.

Ataques recentes aumentam sofrimento de civis e bloqueiam ajuda

Em uma ofensiva no oeste do país, as milícias da RSF teriam atacado a cidade de Misteriha, em Darfur, matando dezenas de civis e destruindo casas e serviços de saúde, segundo relatos de grupos médicos locais. Pelo menos 28 pessoas foram mortas e 39 ficaram feridas, incluindo mulheres, e hospitais foram alvejados no ataque.

As ações violentas entre as duas principais facções do conflito — o SAF e a RSF — têm forçado milhões de civis a fugir de suas casas, gerando o que agências internacionais classificam como uma das maiores crises humanitárias do mundo.


Impacto humanitário: feridos, mortos e hospitais sob ataque

Organizações como Médicos Sem Fronteiras (MSF) relatam que centenas de feridos chegaram às suas unidades em apenas duas semanas após ataques com drones, incluindo crianças e profissionais de saúde. As vítimas apresentam ferimentos graves causados por estilhaços e disparos, em áreas que deveriam ser protegidas pelo direito internacional.

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