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Submarino dos EUA afunda navio de guerra iraniano, mais de 80 morrem

Submarino dos EUA afunda navio de guerra iraniano, mais de 80 morrem

Ataque ocorreu próximo ao Sri Lanka e marca a primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial que um submarino americano afunda uma embarcação inimiga com torpedo

Foto; USS Missouri (SSN 78) Fotografia de Licença Creative Commons

Um submarino da Marinha dos Estados Unidos afundou nesta terça-feira (4) a fragata iraniana IRIS Dena no Oceano Índico, nas proximidades da costa do Sri Lanka, segundo confirmação do Pentágono. O ataque resultou na morte de dezenas de militares iranianos e ampliou significativamente a escalada militar envolvendo Estados Unidos e Irã.

De acordo com autoridades americanas, o navio foi atingido por um torpedo disparado por um submarino de ataque da Marinha dos EUA. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que a operação foi conduzida em “legítima defesa e dentro das regras de engajamento”, embora não tenha detalhado qual teria sido a ameaça imediata representada pela embarcação iraniana.

Primeira ação desse tipo em décadas

Segundo o Departamento de Defesa americano, esta é a primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial que um submarino dos EUA afunda um navio inimigo utilizando torpedo em combate direto — um marco militar com forte peso simbólico e estratégico.

A fragata iraniana integrava operações navais no Indo-Pacífico e, segundo Teerã, estava em missão de rotina. O governo iraniano classificou o ataque como “ato de agressão” e prometeu resposta “no momento apropriado”.

Resgate e vítimas

Autoridades do Sri Lanka mobilizaram equipes de busca e resgate após o naufrágio. Até o momento, mais de 80 corpos teriam sido recuperados, enquanto há relatos de desaparecidos. O governo local informou que acompanha a situação devido ao impacto humanitário e ambiental nas águas próximas ao país.

Escalada regional

O episódio ocorre em meio ao aumento das tensões militares no Oriente Médio e no entorno do Mar Vermelho e do Golfo de Omã. Nas últimas semanas, confrontos indiretos envolvendo forças aliadas dos EUA, Israel e grupos apoiados pelo Irã já vinham sendo registrados.

Analistas internacionais avaliam que o ataque no Oceano Índico amplia o teatro de operações para além do Oriente Médio tradicional, aumentando o risco de uma confrontação regional mais ampla com repercussões globais, inclusive no mercado de energia e nas rotas marítimas estratégicas.