A União Europeia anunciou nesta terça-feira (12) a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes e outros produtos de origem animal para o bloco europeu. A medida, que passa a valer em setembro de 2026, foi justificada por exigências sanitárias ligadas ao uso de antimicrobianos na produção animal.

Segundo o comunicado europeu, o Brasil ainda não apresentou garantias consideradas suficientes sobre o controle e rastreabilidade do uso de antibióticos na pecuária. Com isso, ficam ameaçadas exportações de carne bovina, aves, ovos, peixes, mel e até animais vivos destinados à produção de alimentos.

O que motivou a decisão da União Europeia

A UE vem endurecendo as regras sanitárias para produtos de origem animal desde 2022. O foco principal é impedir o uso inadequado de antimicrobianos considerados críticos para a saúde humana.

Na prática, o bloco europeu exige que os países exportadores comprovem controle rigoroso durante toda a cadeia produtiva, incluindo:

A Comissão Europeia afirmou que o Brasil poderá voltar à lista de exportadores autorizados caso apresente as adequações exigidas.

Governo brasileiro reage e tenta reverter decisão

O governo brasileiro informou que recebeu a decisão “com surpresa” e afirmou que pretende negociar uma reversão junto às autoridades europeias. O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior disseram que as exportações seguem normalmente até setembro.

De acordo com o governo, uma reunião com representantes sanitários da União Europeia já foi agendada para discutir o tema e apresentar esclarecimentos técnicos sobre os protocolos adotados no Brasil.

Fonte:
AtitudeNew

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